sábado, 6 de fevereiro de 2010

EXIBICIONISTAS

O FLIPERAMA NORTON FICAVA NUMA ESQUINA DA SÃO JOÃO, COLADO NUM BAR. ALI DAVA DE TUDO: BÊBADOS, GENTE DE RUA, DESOCUPADOS. NO PERÍODO DA TARDE, HORÁRIO DE MAIOR MOVIMENTO, ADOLESCENTES DESCOLAVAM UNS COROAS, FAZIAM UMA SACANAGEM ALI POR PERTO EM ESCADARIAS DOS EDIFÍCIOS, QUE NÃO ERAM TÃO VIGIADOS, E ATÉ NO PRÓPRIO BANHEIRO DO BAR. GANHAVAM UMA GRANA PARA O BÁSICO: COMPRAR FICHAS PARA AS MÁQUINAS, UM BASEADO, UM REFRIGERANTE.
TINHAM DOIS CARINHAS, SEMPRE DE BOBEIRA POR LÁ, QUE VIRA E MEXE ARRASTAVAM ALGUÉM PARA A COBERTURA DO PRÉDIO ONDE MORAVAM. DESDE A ENTRADA, SEM PORTEIRO, CADA MORADOR COM A SUA CHAVE, UM CORREDOR ESCURO E ÚMIDO
LEVAVA AO ÚNICO ELEVADOR EM FUNCIONAMENTO. DEPOIS DO ÚLTIMO ANDAR, POR UMA ESCADA ESTREITA E BEM CONTORNADA, CHEGAVA-SE À CASA DAS MÁQUINAS NA COBERTURA, CUJA PORTA DEVERIA ESTAR TRANCADA MAS HÁ TEMPOS TINHAM ARRANCADO O CADEADO. ENTRE A PORTA E A COBERTURA, NO ESPAÇO NÃO DE TUDO ILUMINADO, OS DOIS REVEZAVAM A SACANAGEM E A VIGÍLIA PARA NÃO SEREM SURPREENDIDOS. ALI JÁ TINHAM DADO, COMIDO E CHUPETADO MUITA GENTE, NO COMEÇO SEMPRE COM CAUTELA; DEPOIS LIGAVAM O 'FODA-SE' E FAZIAM UMA SURUBA SEM SE PREOCUPAR SE CHEGARIA ALGUÉM.
DANIEL, UM VIZINHO DE QUARTEIRÃO, DESCOBRIU QUAL ERA A DOS RAPAZES NA PRIMEIRA VEZ QUE VISITOU O
FLIPERAMA. EMBORA ENTRE A CASA DE JOGOS E A RUA TIVESSE UM MONTE DE GENTE SUJA E MAL ARRUMADA, OS DOIS TINHAM BOA APARÊNCIA. MAGROS, DE ESTATURA MÉDIA, CLAROS, UM TINHA CABELO CASTANHO ESCURO CRESPO E O OUTRO UMA MECHAS LOIROS E LISAS. PARECIAM PARENTES, TALVEZ PRIMOS. DEPOIS DE UMAS OLHADAS, PRINCIPALMENTE DO LOIRO, QUE TINHA UM OLHAR CÍNICO, OS TRÊS ENGATARAM UMA CONVERSA SOBRE PONTUAÇÕES NOS JOGOS. AÍ, SEM MAIS NEM MENOS, O CASTANHO EXPLICOU AO DANIEL QUE ELES GOSTAVAM DE UMA BRINCADEIRA. EMBORA TIVESSE ENTENDIDO, DANIEL NÃO TINHA TIDO AINDA UMA EXPERIÊNCIA DESSE TIPO COM CARAS DESCONHECIDOS. MAS ANTES DE PODER PENSAR A RESPEITO ACABOU ACOMPANHANDO OS DOIS ATÉ O EDIFÍCIO, NUMA DESCULPA PARA SI MESMO, TAMBÉM PARA OS OUTROS, DE OLHAR A VISTA DA COBERTURA, NÃO SABIA DIREITO.
JÁ NA DIVISA ENTRE A COBERTURA E A PORTA ARROMBADA, OS ANFITRIÕES COMEÇARAM A TOCAR NO PAU UM DO OUTRO, POR CIMA DA CALÇA. O LOIRO ADIANTOU-SE E AMEAÇOU PASSAR A MÃO NO DO DANIEL, MAS ELE SE ESQUIVOU.

-NÃO
A FIM-MEIO MEDROSO.
-ENTÃO OLHA-DISSE NUMA SENTENÇA O LOIRO, QUE DALI SE PREPARAVA PARA SE EXIBIR COM O CASTANHO, COISA QUE ELES TAMBÉM ADORAVAM FAZER.
O LOIRO, ENTÃO, DESCEU O
ZÍPER DO CASTANHO E UMA ROLA GIGANTE SALTOU PARA FORA. DESSA VEZ DANIEL REALMENTE SE ASSUSTOU, POIS NUNCA TINHA VISTO AO VIVO UM PAUZÃO. ELE, NAQUELA FASE, SÓ CONSEGUIA ASSOCIAR PICA GRANDE COM PESSOAS MAIS VELHAS. O LOIRO, AINDA COM AQUELE RISINHO CÍNICO, FICOU MASSAGEANDO O PAU DO OUTRO ATÉ A HORA QUE O CASTANHO BAIXOU TAMBÉM O ZÍPER DO LOIRO E ELES FICARAM NAQUELA PUNHETAGEM LEVE. REPENTINAMENTE, PORÉM, UM SOM ALTO NO CORREDOR DO ÚLTIMO ANDAR FEZ OS DOIS SE RECOMPOREM, E, MEIO ALARMADOS, OS TRÊS SUBIRAM PARA A COBERTURA.
AINDA COM ORELHAS ESPICHADAS, PERCEBERAM QUE O SILÊNCIO TINHA VOLTADO. AGORA OLHAVAM A VISTA, E COM OS CORPOS ENCOSTADOS NA MURETA, UM LADO DE PAREDE FAZIA SOMBRA NELES, COMO SE OS PROTEGESSE DE OLHARES DOS EDIFÍCIOS MAIS ALTOS. ASSIM, PAPO VAI, PAPO VEM , DANIEL PERCEBEU QUE O CASTANHO TINHA SE ABAIXADO E COMEÇAVA A CHUPAR O LOIRO. O LOIRO, QUE NÃO DESENCOSTOU AS MÃOS DA MURETA, APENAS VIRARA O CORPO DE LADO PARA FACILITAR O TRABALHO, COMEÇOU A NARRAR O SERVIÇO DO CASTANHO. DISSE QUE ELE TINHA UMA BOCA BEM MACIA, QUE ADORAVA MAMAR BASTANTE, QUE GOSTAVA DE CHUPAR DOIS PAUS AO MESMO TEMPO. DANIEL, DESCONCERTADO, SENTIU QUE SUA ROLA IA
INCHANDO POR BAIXO DO CALÇÃO.
-MAS EU TAMBÉM ADORO MAMAR NELE-DISSO O LOIRO BEM BAIXINHO-SÓ SE EU FOSSE TROUXA PRA NÃO QUERER MAMAR
NELE, COM ESSA PICONA. ÀS VEZES ELE DEITA NO CHÃO E EU VENHO POR CIMA; ELE CHUPA MEU PAU E EU CHUPO O DELE AO MESMO TEMPO.
E NUMA INVESTIDA MAIS LEVE, O LOIRO, COM A PONTA DOS DEDOS,
RELOU NO CALÇÃO DO DANIEL ENQUANTO IA ENCOSTANDO MAIS AINDA A BOCA NO OUVIDO DELE.
-NOSSA, CARA, DEU UMA CRESCIDA BOA. VOCÊ TÁ COM TESÃO.
DANIEL, IMÓVEL, APENAS DESENCOSTOU-SE UM POUCO DA MURETA E ENCOSTOU-SE MAIS NO LOIRO, QUE COM A MÃO EFICIENTE APALPOU EM CHEIO SEU PAU.

MAIS PARA BAIXO, O CASTANHO IA MAMANDO E GEMENDO.COMEÇAVA TAMBÉM A
PUNHETAR-SE. O LOIRO, DEPOIS DE PROVOCAR BASTANTE DANIEL NO OUVIDO ENQUANTO APALPAVA DE FORMA ABRANGENTE O SEU PAU, RESOLVEU LAMBER SUA NUCA. DANIEL ARREPIOU-SE TODO. ERA A PRIMEIRA VEZ QUE ALGUÉM FAZIA ISSO COM ELE. O LOIRO, PERCEBENDO TUDO, CHUPOU SUA ORELHA, LAMBEU E BEIJOU O SEU ROSTO E DAÍ, COM UMA MÃO NO PAU DO DANIEL E A OUTRA NO SEU QUEIXO, PUXOU A BOCA DELE PARA A SUA. BEIJOU DANIEL A PRINCÍPIO COM SUAVIDADE, DEPOIS FOI METENDO A LÍNGUA PARA DENTRO COM MUITA GANA. DANIEL ADOROU, ERA TAMBÉM SEU PRIMEIRO BEIJO DE TESÃO. AQUELA PENETRAÇÃO DE LÍNGUAS NAS BOCAS FOI DANDO UMA VONTADE TÃO LOUCA NOS DOIS QUE O CASTANHO, ENCIUMADO, GRITOU UM 'NÃO' BEM CATEGÓRICO. O LOIRO, COMO QUEM JÁ CONHECIA O OUTRO, INTERROMPEU O BEIJO. DANIEL, SEM AÇÃO, CONTINUOU PARADO, AGORA COM O CACETE JÁ RETIRADO PARA FORA PELO LOIRO. O CASTANHO LEVANTOU-SE DE SUA CHUPETAGEM, PUXOU O LOIRO PELA CINTURA E VIROU ELE DE COSTAS. SEM CERIMÔNIA BAIXOU-LHE O CALÇÃO E ASSIM, QUASE A SECO, FOI ENFIANDO O PINTO NA BUNDA DO LOIRO. ESTE, QUASE QUE TRANSFIGURADO NUM PERFOMÁTICO, COMEÇOU A GEMER COM O MESMO ARZINHO CÍNICO, ENQUANTO O CASTANHO COMEÇAVA A BOMBAR FORTE. DANIEL, AINDA SEM SABER O QUE FAZER, FICOU SE PUNHETANDO DEVAGAR QUANDO O CASTANHO ORDENOU:
-DEIXA ELE TE CHUPAR.
DANIEL, ENTÃO, CHEGOU-SE NO LOIRO, QUE ABRIU BEM A BOCA PARA MAMÁ-LO ENQUANTO ERA
FODIDO PELO CASTANHO. E AS ESTOCADAS FORTES DO CASTANHO AJUDAVAM NO MOVIMENTO DA BOCA DO LOIRO NO PAU DO DANIEL, TUDO SINCRONIZADO. QUANDO O LOIRO PERCEBEU QUE DANIEL ESTAVA PARA GOZAR, PAROU DE CHUPÁ-LO. AGORA ELE ORDENANDO, FEZ O CASTANHO DEITAR NO CHÃO, SEM TIRAR O CARALHO DE DENTRO, E COMEÇOU A CAVALGÁ-LO. DANIEL., SEM JEITO, OLHAVA A METEÇÃO DOS DOIS APERTANDO O PRÓPRIO PAU. RÁPIDO O LOIRO FICOU DE QUATRO, DEPOIS DE LADO, DEPOIS NOVAMENTE FOI POR CIMA. DAÍ EXPULSOU O CASTANHO DE SEU CU E IMPLOROU PARA ELE GOZAR EM SEU PEITO. O CASTANHO, EM PÉ, PUNHETOU O RESTO DE SEU TESÃO E DEU TRÊS JORRADAS DE LEITE NO PEITO DO LOIRO. O CASTANHO, MESMO JÁ GOZADO, VOLTOU A CHUPAR O LOIRO, AGORA DE PÉ, QUE GOZOU MUITO EM SEU PESCOÇO. DEPOIS OS DOIS, CÚMPLICES ATÉ O FIM, CHUPARAM JUNTOS A ROLA DO DANIEL, UM DE CADA LADO, QUANDO VÁRIOS JATOS DE PORRA ESPIRRARAM NA CARA DELES. DANIEL, SATISFEITO NO PAU, MAS SEM JEITO NA SITUAÇÃO, DESPEDIU-SE DOS DOIS IMPRESSIONADO COM A FORMA DE COMANDAREM UMA FODA. MAIS TARDE ENTENDEU O SIGNIFICADO DA PALAVRA EXPERIÊNCIA.
DEMOROU MUITO PARA VOLTAR AO FLIPERAMA. E QUANDO RETORNOU ALI, O LOIRO E O CASTANHO JÁ NÃO MORAVAM MAIS NO CENTRO.

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